Harper's Bazaar Austrália - Agosto 2006
"Mary-Kate Fashion Plate"
Com um distúrbio alimentar, um término de namoro e sua adolescência pra trás, a
metade controversa das Gêmeas Olsen está prosseguindo sozinha. por Emma Sloley
Como uma mini Greta Garbo, lea chega cercada por paparazzis, enormes
guarda-costas e enrolada no que parece um cobertor. O "Olsen Show" viajante
chegou ao aeroporto de Sydney, e o seu membro mais frágil, Mary-Kate Olsen, está
tentando se fingir de invisível. Ela e sua irmã gêmea Ashley podem ter feito
alguns milagres nas suas vidas curtas - sobrevivendo à infância sob os
holofotes, contruindo suas fortunas pessoais e controlando uma companhia
bilionária, só pra começar - mas a habilidade de desaparecer não é uma delas.
Mesmo ela sabendo ou não, gostando ou tento consciência disso, Mary-Kate Olsen
se tornou uma lenda viva cheia de mistérios. Contradições vêm a cada esquina.
Ela sofreu de um distúrbio alimentar e conseqüentemente foi criticada por ser um
mau modelo de comportamento, mesmo assim meninas de todo o mundo querem se
parecer com ela. Num momento ela está na temerosa lista das mais mau-vestidas do
Sr. Blackwell - o veredicto dele: "Em roupas de saco de batatas que são
deprimentes e decadentes; esqueça os 'acessórios' e compre um Raid" - e depois é
elogiada pela sua grande influência na moda. The New York Times rotulou seu
jeito distinto de se vestir como "dumpster chic" (lixo chique), e John Galliano
comparou sua habilidade de fazer um look com a de Kate Moss. A maior anomalia?
Mary-Kate e sua irmã ficaram no 3º lugar da lista "100 Maiores Estrelas
Infantis", do canal VH1, enquanto também atingiam o 32º lugar da lista de 2005
da revista FHM das "100 Mulheres Mais Sexies". É o bastante para confundir uma
menina - ou deveríamos dizer mulher? - é.
Mary-Kate tem a mais imaginável vida pública, mesmo assim esla parece realmente
tímida. Ironicamente, o estilo pelo qual ela ganhou tanta atenção - óculos
enormes, roupas largas - é para se esconder e se camuflar. Enquanto várias
estrelas fazem o papel crianças/mulheres com todas as suas forças - reconhecendo
que o estilo-Lolita conquista muita gente - Mary-Kate parece genuinamente
desconfortável com o seu nível de fama.
Nós nos conhecemos pela primeira vez no seu quarto de hotel em Sydney. Só os
seus cílios já ocupavam metade do quarto. Ela é pequena, mas completamente
proporcional, vestida num vestido grego creme e - o que eu passo a pereceber só
depois de alguns dias como uma das suas marcas favoritas - sapatos que parecem
pelo menos dois números maiores. Tem alguma coisa naquela mulher que a faz
lembrar de nada mais que uma menina experimentando os sapatos da mãe.
Ela conversa algum tempo sobre a sessão de fotos, pela qual ela está ansiosa. Só
há alguns anos que as meninas começaram a desenvolver, e as duas parecem estar
se divertindo com a atenção desse outro mundo, o adulto. Nós concordamos em
conversar depois que ela tivesse tirado da cabeça seus compromissos
pré-adolescentes; ela está bastante preocupada com a idéia de ter "bastante
tempo pra pensar" pra qualquer coisa que ela faça.
Quando nós nos encontramos de novo, para a sessão de fotos da Harper's Bazaar,
depois que todas as suas obrigações públicas estão acabadas - as gêmeas estão
aqui para lançar a sua coleção de roupas, mary-kateandashley, para o público
pré-adolescente - ela é amigável e calm, mas há algo recuperante inválido nela.
Não se importe, essa não é a menina alarmantemente magra que aparecia nos
tapetes vermelhos há alguns anos atrás, e que procurou tratamento em 2004.
Enquanto ela e sua irmã não correm o menor perigo de obesidade, Mary-Kate está
fisicamente saudável e com o peso normal para alguém da altura dela agora. Ela
se entrega mais fácil pela sua linguagem corporal - ela se curva no sofá,
tomando menos espaço que de costume. Ela parece disposta a agradar, um pouco
séria, um pouco cautelosa. Ela olha muito para o seu agente enquanto fala.
Dessa vez ela está vestida mais casualmente em uma camiseta preta, skinny jeans
escuros da Tsubi e Havaianas. É absurdo o contraste entre seu comportamento
tímido e a sua confiança quando se fala de moda.
No nosso set, ela só parece realmente confortável quando ela está olhando os
cabides de roupas. è quando Mary-Kate volta a ser ela.: "Não, sim, não, oh,
adores esse aqui... sim, sim, não". Em minutos ela já olhou todas as roupas nos
dois enormes cabides que nós trouxemos para ela, e já decidiu tudo o que vai
usar sem hesitação ou necessidade de consultar alguém. OK, não é nehuma cirurgia
no cérebro, mas ainda há algo admirável em ser tão confidente quanto a seu
gosto. Quanto perguntada se ela sempre usa um stylist, ela responde, "Não
normalmente. De vez em quando nós temos pessoas que trazem várias roupas e nós
tiramos dos cabides. Nós normalmente usamos nossa próprias peças e juntamos o
nosso próprio look. Eu acho que pessoas que usam o mesmo stylist - eu não vou
mencionar nomes, mas você pode escolher - se vestem da mesma maneira. Eu prefiro
escolher as minhas próprias coisas."
É essa sagacidade que fizeram de Mary-Kate e a irmã Ashley ídolos tanto de
designers e de fãs. Mas ela tem dificuldade de explicar que ela tm necessidade
de manter tanto seus fãs pré-adolescentes quanto a moda internacional, felizes.
- acabou sendo assim. "Eu acho que seria um desastre se eu me vestisse para
agradar os dois," ela diz. "Se eu tentasse, eu não sei o que usaria. Eu vou pelo
que é confortável e o que quer que eu pense que vai ser um novo look." Não é
surpreendente, então, descobrir que há planos para uma linha de pronto-pra
vestir das Olsen, apesar de ela estar mantendo a boca fechada,
característicamente. "Estamos trabalhando nisso," ela diz cuidadosamente. "Minha
irmã e eu definitivamente temos uma visão muito distinta, sabe? Nós trabalhamos
em desenhos e nós fizemos esse pequeno livro. Nós mal podemos esperar pra fazer
a coleção completa e mostrá-la." Enquanto ela não especula em quanto tempo vai
levar, ela acha que poderá estar pronto quando elas retornarem a Nova York no
verão. Ela descreve a direção como "só algumas coisas pelas quais eu e Ashley
nos inspiramos no dia-a-dia".
Se a influência delas em outros designers é boa, a coleção é destinada ao
sucesso - ou pelo menos estará presente em todo o mundo. Quando os designers
americanos Mark Badgley e James Mischka escolheram as meninas para aparecerem na
sua última campanha de publicidade foi a primeira afiliação com uma grande e
luxuosa marca (e a primeira vez que elas endossaram uma marca sem ser a delas
próprias).
"Mary-Kate e Ashley têm um grande senso de estilo e talento para fazer as peças
parecerem realmente delas," disseram os designers por e-mail, direto dos EUA.
"Elas estavam completamente envolvidas com o estilo da campanha publicitáriar e
nós ficamos muito contentes com os resultados." Mary-Kate diz:"Nós sempre
escutamos o nome Badgley Mischka e eu realmente achei que os dois designers
queriam que a linha fosse para uma direção diferente, mas para as pessoas da
nossa idade. Funcionou perfeitamente. Foi divertido de fazer e fácil e a sessão
de fotos foi linda."
Se você levar em conta a sua grande fortuna pessoal (estimada em US$200 milhões)
e o fato que ela e Ashley são so-presidentes da DualStar Entertainment Group,
uma companhia multimídia que controla o vasto - e crescente - império de
Mary-Kate e Ashley, é fácil de esquecer que Mary-Kate acabou de deixar sua
adolescência para trás. "Eu não tento lutar contra isso, não muda nada," ela diz
sobre ter 20 anos. "Eu nem tenho 21 ainda [a idade legal para se beber nos EUA].
Todo ano eu cresco e aprendo e discubro uma coisa nova sobre mim mesma. Eu vivo
um dia de cada vez. Realmente faço isso." Perguntada se sofria alguma pressão
para escolher alguma carreira nas quais já se arriscou - atuar, fazer desenhos,
fotografia - ela fica contemplativa. "Sim, é estranho quando as pessoas... é
diferente, porque eu gosto de tantas coisas. Eu estou numa situação muito
afortunada que eu posso ser várias coisas... se eu ficar enjoada de alguma coisa
eu mudo pra outra."
Uma paixão que ela explorou enquanto estudava na Universidade de Nova York (ela
trancou a matrícula por período indeterminado e voltou para LA) foi fotografia,
completando um estágio de meio semestre com Annie Leibovitz, quando era caloura.
"Eu aprendi muita coisa com ela," diz Mary-Kate, apesar de parecer bem tímida em
mostrar o que aprendeu com a experiência. "Eu só passei metade do semestre com
ela," ela fala quase se desculpando, "e durante muito desse tempo ela passava no
quarto escuro com o pessoal dela". Ela conta que Leibovitz a ensinou a "como
revelar o filme e descobrir a minha própria visão", e acredita que a fotografia
é pra ela porque "eu sempre tive a minha própria maneira de olhar o mundo e essa
é a oportunidade perfeita".
Outra oportunidade que Mary-Kate está explorando seriamente é atuar. Apesar do
fato que o site IMDB (Banco de dados de filme na internet) lista que Mary-Kate
já participou de 46 séries de TV e filmes, você tem a impressão que ela nunca
levou - ou foi levada - a sério antes. Em um caminho bem diferente dos filmes
adolescente açucarados que ajudaram as gêmeas a ficarem milionárias, Mary-Kate
recentemente terminou de filmar o filme do diretor George Hickenlooper, Factory
Girl, que fala sobre a musa de Andy Warhol, Edie Sedgwick. Pela primeira vez
desde que viu o cabide de roupas, seus olhos se iluminam. "Foi maravilhoso, uma
das melhores experiências que eu já tive," ela diz do filme, no qual ela faz o
papel listado como simplesmente "Garota Festeira". "Você ouve sobre filmes em
que o set é difícil e podia ser qualquer coisa, mas acabou sendo divertido. Foi
uma ótima primeira experiência."
Hickenlooper fala sobre a sua jovem estrela: "Eu escolhi Mary-Kate puramente por
causa da sua fita da audição (teste). Eu vi várias garotas enquanto estava
escolhendo o papel e a performance dela foi excelente. Francamente, eu nem sabia
que ela era quando eu vi a fita. Até que ela foi apontada como uma das Gêmeas
Olsen. Eu achei ela uma atriz super-talentosa, e com o espírito muito genuíno.
Eu adoro ela como atris e como ser humano. Ela é realmente especial."
Deve ser estranho ser sempre rotulada com elogios e acusações - "você é
linda..." "você é um péssimo exemplo"... "você parece ótima"... "você parece uma
'bag lady'" - mas se Mary-Kate deixa ocasionalmente sua vida surreal a vencer,
ela está mostrando sinais que está se tornando confortável na sua própria pele,
finalmente. Ela descreve seu atual estilo com "Roqueira Vitoriana... o que é
interessante de dizer alto", e fala sobre planejar uma viagem à Índia no final
desse ano "para viajar e ver e aprender sobre o mundo - acho que qualquer um
pode se beneficiar disso". Se ela teve alguma coisa de um annus hirribilus (o
distúrbio alimentar, o término do namoro com Stavros Niarchos, que
instantaneamente começou a namorar a uma-vez-amiga de Mary-Kate, Paris Hilton),
não parece mais, tirando a maneira com que ela se comporta e a referência
ocasional a "já ter passado por tanta coisa".
Ela é bem cuidadosa para não ser vista criticando a máquina da mídia, temperando
seus comentários sobre a tediosa natureza de ter todos os seus movimentos
seguidos e capturados (durante um almoço em Sydney, ela viu um paparazzi
estacionado na rodovia, colocando a vida das pessoas em risco, só para tirar uma
foto dela) mencionando estusiasmadamente os seus fãs. Seu conselho para qualquer
pessoa que queira seguir os seus passos é "considerar tudo e sempre ter certeza
que você está feliz fazendo o que estiver fazendo". Enquanto ela e Ashley ainda
fazem aparições públicas juntas, particularmente quando estão fazendo promoções
da DualStar, como o lançamento da linha mary-kateandashley, Mary-Kate passa a
impressão que quer ser ela própria de uma vez por todas. "Eu amo que as pessoas
podem se relacionar à nós e gostar de nós pelas pessoas que nós somos," ela diz,
depois, quietamente se corrige com um pequeno sorriso, "Pela pessoa que eu sou".
O conteúdo dessa página está sendo creditado
à Ju - SistersOlsen (tradução e fonte)